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16/03/2010

Vamos castrar todo mundo!

Hoje temos que estar altamente capacitados pra tudo. Mas pra ter filhos, basta dar umazinha.

Ouvi na TV que vão castrar quimicamente os argentinos. Antes que alguém se empolgue muito, devo esclarecer que é só para os estupradores.
Acho que tinham que estender esse "benefício" para muito mais gente. E aqui no Brasil.

Veja só este exemplo: Mãe-obesa-mórbida senta no shopping e entope o filho (futuro obeso mórbido) de hamburguer e refrigerante.
Se obesidade mórbida é considerada doença - com tratamento bancado pelo Estado, incluindo redução de estômago-, por que é permitido a essa mãe transformar o filho de 8 anos em uma aberração? Se um pai tortura seu filho com pontas de cigarro e vai preso, porque o mesmo não acontece com uma mãe que transforma seu filho em um obeso diabético? Pessoalmente, eu preferia ser queimado com cigarros.

Tem também a Mãe Motorista Alcoolizada, que fura o sinal com o filho (Motorista Alcoolizado Filho) sentado no banco de trás.
Tem o Pai Prefeito Corrupto, que faz reuniões de pilantragem num churrasco em casa, com o filho (Futuro Corrupto Jr) brincando no gramado.

(Em alguns casos esses dois se juntam e disso resulta o Deputado Motorista Alcoolizado Filho que mata gente a 190km por hora.)

Essa turma está por aí se reproduzindo, no sentido mais literal da palavra. Acho que no Brasil, para não deixar que eles passem adiante o seu "jeitinho" de educar, deviam interditar e castrar esse pessoal. E se a sociedade protetora dos animais reclamasse, sei lá, proponho a lobotomia.

21/08/2009

Como acabar com a vida de alguém

Existem dois jeitos de acabar com uma vida: o jeito certo e o jeito errado.

Situação 1: minha mulher fica grávida. Aliás, nem precisa ser minha mulher, engravido uma mulher qualquer. Independente de qualquer coisa decidimos abortar. Afinal, não tenho dinheiro, tempo, ou mesmo saco pra ser pai a esta altura da minha vida.
Por lei não podemos abortar, mas quem liga para a lei? Juntamos uns trocados, raspo meu FGTS e fazemos o "procedimento". Pronto, acabei com uma vida!
Agora serei excomungado, não vou mais para o céu, não verei mais a tal mulher - que agora me culpa pela sua infelicidade -, e nunca conhecerei a edificante experiência de ser pai aos 16 anos. Resumindo: estou feliz como nunca. Exceto por minhas economias que foram para o ralo.

Situação 2: minha mulher fica grávida. Aliás, nem precisa ser minha mulher, engravido uma mulher qualquer. Independente de qualquer coisa decidimos que vamos ter o filho. Afinal, por lei, não podemos abortar. Eu nunca liguei muito para a lei, mas neste caso é diferente... Ainda que eu não tenha dinheiro, tempo, ou mesmo saco pra ser pai a esta altura da minha vida. Além do mais a coisa não é tão difícil; podemos juntar uns trocados, rasparei meu FGTS e teremos o nosso filho. Pronto, acabei de novo com uma vida! Agora não serei excomungado (mas serei execrado pela minha sogra porque vivo desempregado). Agora vou para o céu (e também irei preso, cedo ou tarde, por não pagar pensão alimentícia). Não verei mais a tal mulher(aliás, verei; em companhia de uns 3 ou 4 caras diferentes que serão os padrastos do meu filho ao longo da sua infância). E nesse ritmo das coisas conhecerei a edificante experiência de ser avô ainda antes dos 30 anos. Resumindo: estou feliz como nunca (exceto por minhas economias que começaram a sumir agora que meu filho deu pra fumar crack.)